segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Índios no recôncavo baiano: descendentes dos payayás vivem na região até o rio São Francisco

Atualizado em 14.07.2019.

Existem relatos da presença do povo Payayá de Cachoeira, no recôncavo baiano, até a região da Chapada Diamantina e o rio São Francisco. Existem relatos da sua presença no município Cristinápolis - Sergipe e em San Antonio - Texas (Estados Unidos).

 Roubaram as terras, os minérios destruiram as famílias Payayá enquanto os descendentes sobrevivem na pobreza.

Alguns pesquisadores, talvez, mal fundamentados dizem que Payayá e Maracá são dois povos. Outros defendem que é um povo só. O antropólogo "OTT  (1958)  que  salienta,  em  sua  obra  Pré-História  da  Bahia,  que  os Payaya  eram,  na  verdade

"[...]  os  Maracá,  que 1586,  já são  mencionados.  [...]  Ocupavam  o  vale do  Paraguassu, a  serra  do  Sincorá,  [...]  ora  Paiaia,  ou  ainda  Maracanassu,  o  que  significa  a  grande nação  dos  Maracá.  Geralmente  os  índios  residentes  ao  sul  do  Paraguassu  eram denominados  Maracá,  sendo  os  que habitavam  ao  norte deste  rio  mais  comumente desginados  por  Payayá.  (OTT,  1958,  p.  19)"

(...) os  que devemos  buscar  conhecer são  os  indígenas  habitantes  históricos  do  lugar:  os  Payayá,  Que  MORAES  FILHO  (2002), salienta  que [...]  Sobre  os  Payayá  é  descrita  a  festa  de  Eraquidzã  ou  Varaquidrã  e  seus  pajés Visamus,  os  rituais  funerários  antropofágicos,  os  ornamentos  de  folhas  das  mulheres, o  costume  de  depilar  completamente  o  corpo,  inclusive  sobrancelhas  e  pestanas,  as plumas  de  muitas  cores (MORAES  FILHO,  2002)."

ERISVALDO  SANTOS SOUZA. MUSEU  VIRTUAL DA BATA  DO FEIJÃO: DA ROÇA PARA A ESCOLA. Uneb, 2017.

Nesta citação de OTT fica evidente que para ele Payayá e Maracá é um povo só. Se dividiram a partir da obra dele fizeram uma interpretação equivocada. Ele argumenta que, talvez, este povo recebe "pseudodenominações" apenas por causa da região que vive.

Existe muita confusão nas pesquisas sobre os povos nativos. Principalmente por não existir obras escritas pelos próprios povos nativos. Os brancos deram a interpretação conforme os próprios interesses. Tudo precisa ser analisado com cuidado e minúcia.

Mais detalhes sobre Payayá: clique aqui

O IBGE vem confundindo etnia com cor. Eu descendo de um povo (Payayá) e não da tonalidade de cor.

Ó Payayá
Sangue de tatu
Manda na Chapada
e guerreia no Paraguassu

Mais detalhes clique em - Índios Payayás: a Civilização Milenar do Recôncavo Baiano à Chapada Diamantina e suas Influências na Atualidade – Parte I

A origem do cidadão de bem brasileiro!!

Roubaram as terras, destruíram as matas, escravizaram, mataram os "índios" homens, estupraram as "índias" e dizem que os descendentes "indígenas" não são "índios" (entre aspa porque aqui não é o país Índia. Ainda Índio é um elemento químico). Usam a bíblia para esconderem suas barbaridades e acusarem os "índios" de selvagens. Já eles que não possuem o sangue de "índio" se acham os verdadeiros donos das terras. Muitos ricos do Brasil atual são herdeiros dos roubos e assassinatos no passado.



A compreensão de "índio" dos brasileiros: Branco misturado com preto mas com pele branca continua branco.

Índio misturado com branco ou preto NÃO É mais "ÍNDIO". Muitos de pele vermelha e com passado "indígena" e não se assumem. Destruíram as florestas e tomaram as terras dos "índio" e dizem que só é "índio" se viver na floresta.

Os descendentes dos "índios" Payayá, por exemplo, continuam vivendo em seu território de origem entre o recôncavo, a Chapada Diamantina até o rio São Francisco. Suas terras foram roubadas dos ancestrais e seus direitos continuam sendo negados pelos governos: federal, estadual e municipais. Abaixo um dos livros do escritor Juvenal Payayá, descendente do povo Payayá, publicado em 2018. Do Tupy "Nheenguera", significa “O recado”.


"Somente uma atualização da história pode ajudar os indígena dessa nação. Aqui o povo Indígena Payayá que no séc. XVI ocupava a maior e extensa área territorial do hoje Estado da Bahia,  está entre o grupo indígena que sofreu  um dos maiores atos criminoso de dizimação e ocultação étnica identitária pelo grupo colonizador que hoje esta apresentado pelos seus descendentes- as elites. Este povo hoje resiste e apesar de hoje ser  representados pelo  menor  número de familias indígena do estado, os payayå resistem. Espera-se a compreensão e apoio pela luta e a resistência de todos povos indígenas, pela luta e sua subsistência. Juvenal Payaya - Cacique."

O povo Payayá tem caráter e uma bela história. Seus descendentes que não traem suas origens tem a honra de preservarem sua nobreza: sangue de guerreiros.

A Chapada Diamantina e o Paraguassu são as casas sagradas do povo Payayá. A Chapada e o Paraguassu sem seu povo original perdem sua beleza.

Vamos à retomada de nosso território sangue Payayá. Diáspora (espalhar) forçada do Povo Payayá é parecida a história do povo Judeu: começou na invasão dos brancos em 1500 e continua até hoje.

O povo Payayá foi espalhado e uma parte morta pelos invasores brancos para roubarem as terras. Os descendentes do povo Payayá vivem espalhados até hoje, sem seu território. Os invasores destruíram os grupos para os perseguidos não encontrarem acolhimento dos parentes. Assim ficariam perdidos sem referência, identidade cultural e misturados com outros povos.

Um povo guerreiro jamais abandona sua história: nossos heróis somos nós mesmos. A nossa História Payayá estar ressurgindo do juntar os pedaços que restaram dos massacres feitos pelos brancos para roubarem as terras, minerais...

Nossos ancestrais sofreram barbaridades, por isso, seria covardia seus descendentes deixarem a história sumir.  Estamos de cabeça erguida e cobramos o que nos roubaram através de mortes, estupros, dores, sofrimentos... A História não sumiu, ela se reinventa e recomeça.

O povo Judeu sofreu essa mesma situação mas se reorganizaram em volta da sua cultura (Bíblia), hoje eles reconquistaram seu território.

O escritor famoso Gregorio de Matos trata da nossa etnia Payayá em sua obra.

"Há coisa como ver um paiaiá
Mui prezado de ser caramuru,
Descendente de sangue de tatu,
Cujo torpe idioma é cobepá.

A linha feminina é carimá
Moqueca, pititinga, caruru
Mingau de puba, e vinho de caju
Pisado num pilão de Piraguá.

A masculina é um Aricobé
Cuja filha Cobé um branco Paí
Dormiu no promontório de Passé.

O branco era um marau, que veio aqui, Ela era uma índia de Maré,
Cobe Pá, Aricobé, Cobé, Paí."

                       Gregorio de Matos (apud MENDES, 1996,p. 202-3)
                             
Segundo o pesquisador Solon Santos "Nestes versos do soneto satírico “Aos principais da Bahia chamados os Caramurus”, Gregório de Matos (1636-1696) ridiculariza uma figura típica da sociedade baiana seiscentista, os Caramurus, que, de ascendência mestiça, afirmavam serem descendentes puros de europeus e assumiam os ares de fidalguia. O poeta “Boca do Inferno” os menosprezava por descenderem da união entre índias e brancos, chamando-os inicialmente de paiaiá. A etnia indígena Payayá deu muito que falar durante o século XVII devido à sua resistência armada e dissimulada diante do projeto de colonização. Essa condição de “índios bravos” se infere no próprio soneto de Gregório de Matos, no qual ele usa não apenas um etnônimo, mas uma noção historicamente construída de inconstância, ferocidade e resistência ao “processo colonizador”. "

Os professores e livros escolares não tratam das Guerras do Recôncavo baiano ou Guerras contra os Gentios Bárbaros (os brancos vieram  estuprar, roubar e matar  mas a história oficial considera as vítimas inocentes de bárbaras).

O escritor Juvenal Payayá faz uma reflexão, fundamentada na Filosofia da Ciência, sobre as ciências no poema "Teorema", da obra "Nheenguera" - O recado. A partir do poema de Juvenal, se deduz que as ciências ensinadas nas escolas e universidades são falhas e não compreendem a realidade da América e em especial do Brasil:

TEOREMA

A confiança,
- como teorema - 
Por mais
Certeza adquirida
No postulado
É necessário
A demonstração
Da concisa à clara.

A fé sedutora
É paradoxal: 
Difusa e concisa, 
Sua embriaguez
Não é explícita.
Ao incrédulo cabe
A tarefa de reconstruir,
Depois da maré alta, 
Os passos pela areia.

                   Juvenal Payayá

"Mais velha que a freguesia de Cachoeira, a freguesia de Santiago do Iguape (hoje distrito de Cachoeira) foi criada nos últimos anos do século XVI com o nome de Paraguaçu. (...) Suas águas férteis atráiam os índios Paiaiás para pescarias até a segunda metade do século XVII. O medo de ataques indígenas está expresso na arquitetura regional mais antiga ( Capela de Nossa Senhora da Pena, por exemplo)."

No recôncavo baiano, os invasores portugueses tiveram primeiro contato com "os índios Maracás, também chamados Paiaiá ou Maracanassu já habitavam o vale quando os primeiros colonizadores, o fidalgo português, Paulo Dias Adorno e Rodrigues Martins, componentes da expedição de Martim Afonso de Souza (que chegou à Bahia em 1531, com a tarefa de estimular o cultivo da cana-de-açúcar), estabeleceram-se às margens do rio Paraguaçu. Aí, Dias Adorno construiu residência, senzala, engenho e a capela de Nossa Senhora do Rosário. Assim surgiu a povoação que se tornaria, um século depois, a Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, importante porto fluvial e ponto inicial das estradas para os sertões de Minas Gerais, Piauí e Maranhão e para as lavras diamantinas.

Os engenhos e as fazendas de gado foram surgindo aos poucos e a vila ganhou importância econômica com as culturas do fumo e da cana-de-açúcar, sendo o segundo município instalado no Recôncavo Baiano. A ligação entre o Recôncavo e o sertão unindo duas riquezas, o gado e o ouro, consolidou a importância econômica de Cachoeira."

As tropas da capitania (depois província) da Bahia, que perseguiam os "índios" do recôncavo baiano à Chapada Diamantina, pediram ajuda aos paulistas para conseguirem derrotar e  tomarem as terras da região.

livro "As Excelências do Governador"

As gerações atuais herdaram o sofrimento das passadas. Até hoje, a população brasileira, principalmente os brancos e pretos, cuida de negar a existência dos "índios" porque a presença deles coloca em ameaça o domínio das terras... através dos roubos. Roubaram as terras do povo Payayá, por isso, muitos dos seus descendentes vivem nas cidades, principalmente, entre o recôncavo baiano, a Chapada Diamantina até o rio São Francisco. Clique aqui.

A promessa de vida melhor na cidade serviu apenas para tirarem os "índios" de suas terras. O escritor Juvenal Payayá denuncia na obra "Nheenguera" - O recado - a sobrevivência degradante dos "índios" fora de suas terras:

Que adianta terra molhada com marcação?
Quem manda na terra manda na vida...!
É preferível sofrer, livre no sertão
A ser escravo na terra prometida!

                                 Juvenal Payayá

Não bastavam as invasões e doenças, os invasores brancos além de destruirem as famílias dos "índios" usaram nas guerras como descartáveis para garantirem seus interesses. Clique aqui. Assim, os "índios" se destruíam e as terras ficavam sem donos, eles tomavam posse. Os "índios" também enfrentaram a infiltração - mais forçada que consentida - dos brancos e pretos em seu núcleo familiar. Ainda usaram da religião (a bíblia) para dominarem os povos originais.

Até hoje, o cristianismo é uma arma de desapropriação dos "índios" das suas terras.

As igrejas fizeram os "índios" abandonarem suas terras para os brancos. As perseguições, matanças, escravização e a evangelização dos "índios" produziram a multidão de miserável atual, formada por descendentes da mistura entre "índios", brancos e pretos. Tomaram as terras e empurraram os descendentes "indígenas" para viverem na pobreza em volta das igrejas. Sobrevivendo na situação de "indígena" urbano (nasce na cidade) ou "indígena" no contexto urbano (migra para viver na cidade). Clique aqui. Rezando para disfarçarem o tormento mental gerado pela vida miserável que levam.
Ana Paula, UNEB

"Durante  as  décadas  de  50,  60  e  70  do  século  XVII  são  organizadas  várias  jornadas  ao sertão  do  Recôncavo  baiano,  principalmente  comandadas  por  paulistas,  para  combater  os índios  que  estavam  atacando  as  vilas  da  região,  principalmente  as  de  Cairú,  Camamu  e Boipeba.  A  maior  parte  da  documentação  pesquisada  para  a  região  do  sertão  do  Recôncavo baiano  neste  período  não  fornece  etnônimos  para  os  povos  envolvidos  nos  conflitos, tratados  genericamente  como  o  “gentio  bárbaro”  que  ataca  as  vilas,  plantações  e  fazendas dos  moradores.  No  entanto,  alguns  são  citados,  como  os  Topin,  os  PAIAIÁ  e  os  Maracá.  Os Paiaiá  aldeados  na  serra  da  Jacobina  vão  ser  transferidos  para  a  serra  do  Orobó  para servirem  de  muralha  contra  os  ataques  ao  Recôncavo  e  também  auxiliarão  nos  combates contra  os  Maracá.  Depois  de  um  período  de  aparente  calmaria,  voltam  a  aparecer  na documentação  pesquisada  conflitos  na  região  do  Recôncavo,  a  partir  das  primeiras   décadas  do  século  XVIII,  principalmente  entre  1719  e  1722.  Neste  período  foram encontradas  várias  cartas  do  governador  geral  do  Estado  do  Brasil  solicitando  índios  para  a “Guerra  dos  Bárbaros”  na  região.  No  mesmo  período  são  também  pedidos  índios  para  a “Guerra  dos  Bárbaros”  no  sertão  do  São  Francisco  e  no  Piauí,  o  que  aponta  para  uma generalização  dos  conflitos  do  ponto  de  vista  espacial,  que  passam  a  ocorrer  em  várias regiões  neste  momento." Ricardo  Pinto  de Medeiros –  UFPB.

Capistrano de Abreu relata que


A pesquisadora Ana Paula diz que
Ana Paula, UNEB

Segue dois trechos do livro "História dos índios no Brasil", organizado por Manuela Carneiro da Cunha, sobre os "índios" do recôncavo baiano. Detalhes, Clique aqui.



O povo Payayá continua presente na região. Além da presença dos descendentes espalhados na região existem outros elementos vivos. Descendentes do povo Payayá criaram grupo no facebook para localizar e unir os parentes na região: Payayá no Paraguassu (clique aqui). Um povo existe através da sua cultura.  O Vocabulário da língua do povo Payayá continua vivo e usado por seus descendentes na região nomes de: vegetação (kaatynga), rios (jacuype, paraguassu, curumatay), plantas (Milho, Mandioca, Jenipapo,  Licuri, Gameleira, Caju, Umbu...), animais (jacu...), municípios ou comunidades (Ipecaetá, Tinguatiba, Anguera, Ipuaçu, Ipirá, Itaberaba, Irará, Itapororocas...).


Gameleira, árvore sagrada para o povo Payayá, Antonio Cardoso


"O  município  de  Antonio  Cardoso,  por  sua  natureza  sociocultural,  política  e econômica,  guarda  importantes  heranças  dos  povos (...) indígenas  (...),  que  se  traduzem  em  linguagens,  fatos  históricos,  religiosidade,  saberes  e fazeres,  esses  aspectos  estão  intimamente  ligados  ao  cotidiano  das  pessoas, construindo  identidades e  formando  o  manancial cultural deste  lugar. (...) O  território  de  Antonio  Cardoso  era  povoado  por  grupos  indígenas,  a  exemplo dos  Paiaiás (...),  muitos  desses  povos  ocupavam  a  região  onde  hoje localiza-se  o  Distrito  de  Oleiro,  ficou  como  legado  desses  povos  a  cerâmica artesanal  que  ali  se  produz.  Também  os  dois  rios  expressivos  que  banham  o município  trazem  a  herança  indígena  em  seus  nomes:  Paraguaçu  –  que  em  Tupi significa  grande  rio  e  Jacuípe  -  rio  dos  jacus." Plano Municipal de Cultural de Antonio Cardoso





Vários municípios da região das bacias do Paraguassu e Jacuype possuem descendentes do povo Payayá.  Segue abaixo alguns municípios da região que tratam do povo Payayá na sua história:

"Os índios Maracás, também chamados Paiaiá ou Maracanassu já habitavam o vale quando os primeiros colonizadores (...) estabeleceram-se às margens do rio Paraguaçu. Aí, Dias Adorno construiu residência, senzala, engenho e a capela de Nossa Senhora do Rosário. Assim surgiu a povoação que se tornaria, um século depois, a Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira."

Segundo Renato de Andrade Galvão: "As terras do atual município de Antonio Cardoso, como todas as áreas banhadas pelo Rio Jacuípe, foram outrora povoadas pelos Índios Paiaiases. Viveram em lutas continuas e guerras de extermínio com os poderosos Maracazes que dominaram o vale do Paraguassú e as terras úmidas do Jequiriçá. Batidos pelos brancos foram recuando para as bandas de Saúde e Jacobina, legando o nome da tribo na toponimiade várias regiões, o que atesta dispersão."

"Quando os primeiros europeus se fixaram na gleba, que veio a ser o município de Feira de Santana, encontraram-na habitada pelos índios das tribos (...) Paiaiá”.

"O território no qual está situado o nosso Município (Rafael Jambeiro) nos dias de hoje, outrora era habitado pelas tribos indígenas dos Paiaiás."

"A cidade de Serra Preta era uma região primitivamente habitada pelos índios paiaiás."

"A nossa história (Ipecaetá ou Os Patos) começa com os primeiros habitantes do Vale do Paraguaçu (...) habitavam os povos gentios Payayás."

"Região (Anguera) primitivamente habitada pelos índios paiaiá."

"Conta a história que por volta do século XVII viviam nessa região de Santanópolis índios da tribo dos Paiaiás."

"Até o século XVII, a região (Irará) era habitada pelos índios paiaiás, um subgrupo dos índios quiriris."

Segundo o IBGE, a região dos municípios de Baixa Grande e Macajuba era primitivamente habitada pelos índios paiaiás. Ambos municípios são próximos ao município de Ipirá que também é povoado pelo povo (indígena) Payayá.

"A história de Itaberaba remonta às mais antigas bandeiras, ainda no século XVI, que encontraram aqui, primeiro, os índios maracás  (Payayá) que dominavam o vale médio do rio Paraguaçu. Segundo o historiador itaberabense, professor Epitácio Pedreira de Cerqueira, em sua obra “Pedra que Brilha”, afirma que: “Eram índios fortes, valentes, guerreiros e bons cantores, robustos e bem acondicionados, não eram sanguinários nem antropófagos e se tomavam alguns contrários não os matavam (…) Traziam os cabelos crescidos até as orelhas (…) Eram polígamos, viviam em aldeias e dormiam em redes”."

Nos municípios de Utinga, Morro do Capéu, Jacobina, Tapiramutá, Saúde e toda a região da chapada diamantina é uma região de domínio do povo Payayá.

No município de Nova Soures existe um distrito denominado Payayá por ter originado pelos seus moradores originais. No estado de Sergipe, município de Cristinápolis também tem uma comunidade e fazenda com o nome Payayá.

No município vizinho de Santo Estevão existe o distrito Paiaiá, sua origem provável foi uma aldeia dos ancestrais  do povo Payayá.



Distrito santoestevense de Paiaiá

"O MEU PAIAIA
Exatamente a 165 quilometro de distância da capital do estado, se encontra o distrito de Paiaia,  do municipio de Santo Estevão.
Paiaia que nos lmbra pessoas  que marcaram aquela localidade.
Paiaia que nos lembra o presidente  Lula, que  lá esteve para comemorar o .luz para todos
Paiaia que nos lembra  "Eu me rendo¨,do professor Orlando Santiago.
Paiaia, de Antonio de Oliveirea Rocha, de Tereza Rocha,
Paiaia de tantas outras pessoas, que por aqui passaram, que por aqui viveram e por aqui fazem falta.
Lídio, Bembem, Martim Moreira...
Paulo de Delfina.
Tia Edite, que por não ter filhos todos os seus sobrinhos, a teve como mãe.
É o meu paiaia da festa de Dezembro e da festa de nossa senhora da Piedade
...É o paiaia de dona Carmem que hoje está no céu.
É o paiaia de gente que está no Paiaia, é o  paiaia de gente mora fora do paiaia.
É  o paiais de um homem chamado  Caló
É o paiaia de Ubaldino de Oliveira Rocha, qua tanta  falta faz"

A Chapada Diamantina é uma região do povo Payayá. Os descendentes do povo Payayá  continuam morando na região dos seus ancestrais: do recôncavo baiano à Chapada. A Chapada Diamantina é o farol que ilumina e guia o Recôncavo Baiano.

Curiosidades: revoltas "indígenas" contra a dominação dos brancos no Brasil e EUA


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