quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Cacique dos índios Payayás visita descendentes em Antonio Cardoso

Descendente, Cacique e Secretário 
A compreensão de índio dos brasileiros: Branco misturado com preto mas com pele branca continua branco.

Índio misturado com branco ou preto NÃO É mais ÍNDIO.

Destruíram as florestas e tomaram as terras dos índio e dizem que só é índio se viver na floresta.

Muitos de pele vermelha e não se assumem, vivem sonhando ficarem brancos de olhos azuis, estilo europeu, estadunidense ou canadense.

Isso chama se definir pelas características do outro.

Como algumas comunidades que tem comprovado  bisavós indígenas origina de quilombo como Orobó, Oleiro e outras?

Ontem (29/08) esteve no município de Antonio Cardoso o cacique dos índios Payayá que deixaram descendentes na região (clique aqui). Na oportunidade, o Secretário de Educação, Cleves, recepcionou em seu gabinete o cacique Juvenal Payayá. Trataram das contribuições dos índios na formação da população e da cultura do município (clique aqui). Mais informações clique aqui.

Em Antonio Cardoso existe descendentes em várias comunidades como: Barra do Paraguassu, Oleiro, Cabana, Maxixe/ Umbuzeiro, Travessão, Lagoa (próximo ao rio Jacuipe), Pernambuco, Umburanas (Sede), Caboronga, Santo Estevão Velho, Orobó/Salgado...

Na região destaca a comunidade no município de Santo Estevão chamada Payayá (meu pai descende de índio que deixou parentes em Santo Estevão). É provável que recebeu esse nome por seus primeiros moradores serem os índios Payayá. Há relatos de moradores que o vizinho distrito feirense de Ipuaçu existe vários descendentes dos Payayá.

Artesanato do distrito de Oleiro
As heranças do povo originário são várias como no vocabulário, na genética, artesanato de barro (distrito de Oleiro) e palha, plantas medicinais (ervas), cultivo de várias plantas, técnicas de pesca (canoa, uso do tinguir, mosuá, jereré,...)

O site Feirenses relata que "Na histórica obra “Feira de Santana”, do pesquisador norte-americano Rollie Poppino, publicada em 1968 (...) "Quando os primeiros europeus se fixaram na gleba, que veio a ser o município de Feira de Santana, encontraram-na habitada pelos índios da tribo (...) Paiaiá”. (...) vários pesquisadores, que (clique) descrevem a etnia como aquela “que consistiu em uma verdadeira ‘muralha humana’ durante os séculos XVII e XVIII, resistindo ao movimento de expansão e ocupação colonizadora das terras do interior da Capitania da Bahia”. (...)

Segundo o pesquisador Solon, o arqueólogo alemão Carlos Ott, que viveu boa parte de sua vida na Bahia, os Payayá devem ser classificados como caçadores-coletores tornados agricultores, fabricantes de ferramentas de pedra e cerâmica. Seriam também conhecedores da arte da construção usando ossos, madeiras, palhas trançadas de licuri e folhas de palma. Ott aponta vestígios de artefatos de sílex, nefrite e jadeite como lascas, machados, pontas de lanças e de flechas, além de cachimbos de madeira, urnas e cerâmicas decoradas. E afirma que os Payayá também eram cultivadores do milho, da mandioca, do aipim, do feijão, da batata doce, do amendoim e da abóbora, além de caçarem veados, porcos do mato, cascavéis, e coletarem umbu, mandacaru, xiquexique e mel de mandassaia.


Rio Paraguassu
Para Ott, os Payayá também acrescentavam o peixe à sua alimentação. Eles tinham o costume de invadir a região do Recôncavo para a pesca da tainha que, depois de salgada e triturada, gerava uma farinha de peixe (também chamada de farinha de guerra) que, quando misturada com a farinha de mandioca, tornava-se essencial para a sua subsistência no sertão, principalmente durante os períodos de secas prolongadas e de guerras, posto que esta farinha durava meses."


No território tem um povoado chamado Cabana. Segundo informações de alguns moradores esse nome origina da existência de várias cabanas dos índios que moravam no local, provavelmente, os Payaya. Ainda afirmam que na comunidade existem algumas grutas de pedras formadas pelos antigos moradores. E que algumas famílias das comunidades entre os distritos de Oleiro e Poço como Cabana e Mangabeira possuem descendência indígena.

Ainda não se sabe o local que os índios da região enterravam seus familiares, embora, se tem notícia de um cemitério clandestino em uma fazenda próximo do distrito de Poço. Mas não se sabe se só enterrava índios ou negros ou se eram o local que os senhores de escravos enterravam os índios e negros que eles mataram no período colonial. 


A pobreza no Brasil não é uma questão  só de classe social mas também de cor da pele (etnia). A situação de pobreza que a maioria da população do município se encontra resulta da descendência indígena ou preta. A situação indígena hoje é pior do que a dos pretos. Pois os brancos e alguns pretos tomaram posse da terra enquanto os descendentes indígenas, além de terem sua família destruída, ficaram sem nenhum meio de sobrevivência. 

As famílias que tem descendência indígena no município de Antonio Cardoso precisam reconhecerem suas origens para valorizarem sua história e lutarem contra o abandono governamental. Visando cobrarem projetos dos governos para reduzirem a situação de pobreza que sobrevivem. Além de lutarem pelo direito a terra que roubaram de seus ancestrais. Enquanto continuarem abandonando suas raízes continuarão escravos da pobreza e do abandono governamental.

A povoação dos índios (povo) Payayá do
recôncavo à Chapada Diamantina é inquestionável.

Algumas fontes dizem que por aqui (atual Antonio Cardoso e região) existia mais de uma etnia (povo) diferente povoando mas as fontes são duvidosas. As fontes mais serias tratam que ocorreu uma divisão no grupo após as invasões e perseguições dos brancos: uma parte se aliaram aos dominadores e a outra declarou guerra.

Segundo, alguns estudiosos os invasores aproveitaram e passaram a denominarem nomes diferentes aos grupos que discordavam entre si. Além de usarem aqueles aliados para perseguirem os que guerreavam.

Nas discussões sobre os povos originários deve se valorizar primeiro os pontos de vistas dos índios  para evitar as pesquisas ditorcidas.

Adaptação: rede sociais da prefeitura de Antonio Cardoso.
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