terça-feira, 22 de dezembro de 2015

As Agressões ao Meio Ambiente e suas Consequências na Região do Médio Paraguaçu e Jacuípe


Seca no Município
Os estudos climatológicos indicam que o verão desse ano será severo. A temperatura na região do município de Antonio Cardoso já começa a aumentar. A variação do clima nos últimos tempos tem sido resultado do desmatamento dos biomas naturais. Tanto a população humana quanto os animais começam a enfrentar as consequências da seca.

Rio Curumatai
Apesar do município situar entre três rios, com volume considerável de água, como o Paraguaçu, o Jacuípe e o Curumatai, os recursos ambientais caminham para seu esgotamento. Seja pelo desmatamento, pela poluição desenfreada e o alto índice de pobreza da população. Se não for amenizado os índices de pobreza, na região, suas agressões ao meio ambiente podem ter impactos irreversíveis. 
Ação da Agricultura de Arrendamento e da Pecuária

Predomina na região também as atividades exploratórias da agricultura familiar de arrendamento e a pecuária. Além da ação da poluição das cidades vizinhas, sobretudo, Feira de Santana pelo seu impacto ambiental na região. Talvez as agressões da pecuária e da poluição sejam as mais graves.

Caatinga e Mata Atlântica no Município
Como o município de Antonio Cardoso situa em uma zona de transição entre o litoral do recôncavo e o sertão nordestino favorece a um bioma misto, entre a caatinga e a mata atlântica. Ambos os biomas brasileiros enfrentam a extinção de várias espécies por causa da ação humana. 

A mata atlântica e a caatinga são dois biomas brasileiros mais ameaçados a extinção. Isto é, segundo pesquisas, a caatinga já perdeu 59% de sua área enquanto a mata atlântica só resta 5% de sua vegetação intacta. Em Antonio Cardoso não é diferente. Provavelmente esses dados não expressam a realidade dos biomas no município. Pois, a situação local deve ser agravante.   

Rio Jacuípe na Comunidade de Ilha
No município encontra alguns animais da mata atlântica como tatu, capivara, lagartos (teiús e calangos), lagartixas, anfíbios, cágados e jabutis. Também algumas espécies de aves como canário-da-terra, quero-quero, sanhaço, sabiá, beija-flor, entre outras. 

Já os animais da caatinga que destacam na região são: preá, veado catingueiro, gambá, calango, jiboia, cascavel, sapo cururu, o sagui (cada vez mais raro no local) e outros. Quanto as aves da caatinga presente destacam a seriema e o charmoso gavião-carcará e algumas espécies de corujas. 

Apesar de várias espécies vir sumindo da região devido a ação predatória humana até o aumento das variações climáticas. Se percebe o sumiço de algumas espécies de plantas, aves e outros animais que eram comuns na região, como exemplo a planta jabuticaba. Pode se dizer também que existe contrabando de espécies na região pela facilidade de captura e transporte.


Exploração dos Recursos Naturais
Se a população não reduzir suas ações nocivas ao meio ambiente na região em breve sofrerá as consequências de modo trágico. Desde a falta de água, aumento gradativo da temperatura climática e a extinção de várias espécies de plantas, aves e outros animais comuns da região. 

Residência da Região
Os moradores e os fazendeiros da região do Paraguaçu e Jacuípe precisam preservar nossas riquezas ambientais. Pois as ações predatórias podem gerar uma catástrofe sem precedentes na região. Também é gritante a falta de políticas públicas ecológicas na região, sejam elas de iniciativa federal, estadual ou municipais. 

Caatinga na Comunidade de Paus Alto
O município de Antonio Cardoso com um potencial ecológico enorme não pode continuar ignorado pelos governantes. O próprio poder municipal não tem o departamento de meio ambiente. Se caso exista não atua por ser cabide de emprego e faltar pessoas instruídas para cuidar do assunto. Será se os vereadores conhecem as leis ambientais e as obrigações do município para o meio ambiente? Precisa se instalar na região, com urgência, o Parque Ecológico do Paraguaçu. O desafio dos moradores locais serão superar os altos índices de pobrezas predominantes e preservar a biodiversidade genética presente na região. Caso contrário até a sobrevivência do homem está em ameaça.

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24.11.2015

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