terça-feira, 5 de janeiro de 2010

1690 – 2010: 320 Anos de História ao Norte do Recôncavo Baiano

Da antiga capelinha de palha em 1690, à atual igreja de construção de Jacuípe (Santo Estêvão Velho) em 2010, são 320 anos percorridos de história da sua existência no Vale dos rios Jacuípe e do Paraguaçu. Marcou o tempo, às gerações, às décadas e os séculos construindo uma história invejável ao norte do recôncavo baiano.
A atual igreja do distrito de Jacuípe (Santo Estêvão Velho) e a imagem do seu Padroeiro Estêvão resistiram todos os obstáculos e revelaram às gerações atuais sua beleza pela simplicidade e seus traços encantadores tanto arquitetônicos quanto seu percurso pela História. Sendo uma Paróquia primitiva, por ter sido reconhecida ainda na origem. Abandonada no tempo pelas más intenções humana e ignorada no presente por sua matriz matriarcal. Foi encoberta no tempo por falsas pedras. Recuou-se no momento exato frente à arrogância, se posicionou com firmeza nas situações adequadas, esperou sem antecipar o momento.
Chegou sua vez de ser reconhecida por seus méritos, parabéns pelos 3 séculos e 2 décadas de idade. Onde nos proporcionou a independência que ainda não se completou por continuar como Comarca Jurídica do vizinho injustamente. Semeou o sonho nos nossos ancestrais que foi transmitido hereditariamente. Venceu a 1ª fase em 14/04/1963, com seu território sendo elevado à categoria de Município. Inspira o futuro enfrentando os ataques da caverna no presente, na busca da sua própria Comarca jurídica e do progresso econômico e social. Visando garantir a dignidade aos seus filhos sem distinção. Não subjuga seus vizinhos à inferioridade. Ensina os conterrâneos e outros irmãos com suas lições próprias e seus valores nobres que colheu com a exclusão do confinamento histórico submetida há séculos. Superou sabiamente a tomada do seu nome e à margem do rio Jacuípe, propriedades natas sua. Descobriu que por trás do pretexto da seca climática os interesses humano predominaram e continuaram existindo as vidas dos seus filhos, mas não perdeu de vista a vontade de ser feliz. Proprietária do riacho Salgado (hoje a comunidade do Salgado). Passou pelas Leis desconhecidas dos homens que tentaram-lhes negarem sua existência. Mas não conseguiram apagar seus pobres torrões. Buscou de volta o que lhes tentaram tomar sem provocar prejuízo ao patrimônio dos outros.
Presenciou o extermínio de aldeias e vidas dos nativos (índios) e dos negros justificada em nome da sabedoria sagrada. Comprovou que valeu a persistência e o constrangimento que os nossos antepassados sofreram por ela. Os desejos coletivos foram mais forte que a estupidez de alguns.
As gerações de hoje e de amanhã devem profundos agradecimentos aos nossos ancestrais pela gratidão de brigarem por nossa existência e insistirem que era possível construirmos um povo virtuoso. Depositaram nas mãos dos descendentes a tarefa de concretizarem. Como uma semente transportadora do futuro.
Em memória de todos que sofreram e sorriram sua época tenham certeza que não plantaram uma semente em vão. Seu sonho era que o fruto do sofrimento coletivo fosse revertido para a felicidade de todos que ajudaram construir. Sirva de exemplo aos nossos moradores de hoje.
Pela acumulação de forças na História não é exagero afirmar que sua prosperidade depende apenas do bom caráter de cada morador do seu território.
Parabéns às nossas raízes de ontem, obrigado pela oportunidade que nos deram de existirmos hoje, todas as honras ao aniversário da igreja de Jacuípe (Santo Estêvão Velho) pelos seus 320 anos de existência em 2010. As falsas pedras não resistirão mais em esconder. A história já mostrou: se esse torrão não for nosso, não será de ninguém. Que a Paróquia Resgate se reconstitua antes de dissolver espontaneamente pelos ventos do esclarecimento.
           


        Igreja da Imagem verdadeira do santo Estêvão  o 1º que os Jesuítas trouxeram da Europa para o Brasil (foi instalada em 1690, às margens dos rios Paraguaçu e Jacuípe, hoje Jacuípe (Santo Estêvão Velho)). Em 2010, está completando 320 anos de existência. Existe uma imitação da imagem de Estêvão na região que é a do padroeiro do município de Santo Estevão-BA.
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