CIDADANIA ATIVA

Você já se perguntou?

O que mudaria em sua vida se seu tempo ocupado com novelas... fosse usado para entender a ciência política e a CIDADANIA ATIVA (cada um fiscalizar o destino dos seus impostos)? Percebeu que você também contribui com a sua situação de pobreza?

A Liberdade de Expressão

CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, 1988.

“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.

§ 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DO DIREITO DO HOMEM, 1948.

Art. XIX - Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão. Esse direito inclui a liberdade de receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, sem interferências e independentemente de fronteiras.”

Povos indígenas entre o litoral e o sertão nordestino

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Ascendente do povo Payayá
Do litoral ao sertão nordestino existem famílias ascendentes dos povos originários. Entre o recôncavo baiano e o rio São Francisco a principal etnia predominante é a Payayá. O povo Payayá deixou ascendentes por toda região ainda existem relatos de sua presença no estado de Sergipe.

Os invasores portugueses ao chegarem na região tomaram as terras através das guerras e introduziram os povos africanos no cativeiro para trabalharem na criação de gado, no cultivo do fumo e outras plantações. A força de trabalho do povo Payayá também foi explorada pelos brancos. O registro do povo Payayá na região dos rios Paraguassú e Jacuype se encontra em vários municípios como exemplo do distrito Payayá, que recebe o nome da etnia de seu povo original, em Santo Estevão. No município de Nova Soure, nordeste baiano, também existe um distrito com o nome da etnia Payayá, o mesmo ocorre com uma comunidade do município de Saúde.

O povo Payayá sofreram vários ataques, assassinatos dos invasores brancos e dos pretos fugitivos do cativeiro para roubarem as terras. Observa-se que o branco usou de vários meios de dominação como matanças, uso dos homens em guerras, estupros, inclusive a mistura sexual para dominar os povos nativos. As misturas sexuais contribuiram com a desestruturação dos grupos. Desse modo, a própria introdução do preto serviu como arma de dominação do invasor branco para ambos tomarem as terras dos povos originários. Os ascendentes do povo Payayá vem retomando suas origens por vários municípios da Bahia. Segue mais detalhes sobre a invasão do sertão nordestino.

"A  “guerra  dos  bárbaros”

A  expansão  da  pecuária  sobre  as  terras  dos  índios  durante  o  séc. XVII,  na  região  do  semi-árido  nordestino,  acentuou  os  pequenos  conflitos  que  ocorriam  entre  colonos  e  índios  tidos  como  bárbaros:  Tarairiú, Janduí,  Ariú,  Icó,  Payayá,  Paiacu,  todos  identificados  como  “Tapuios”, habitantes  de  uma  região  que  compreendia  desde  o  centro-oeste  da Bahia até o Ceará (PomPa, 2003). Os  conflitos  com  os  índios  na  região  litorânea  do  Recôncavo  baiano existiam  desde  meados  do  séc.  XVI.  As  “guerras  do  recôncavo”  surgiram  com  a  construção  de  Salvador  em  1555,  cessando  com  as  expedições  punitivas  de  Mem  de  Sá  que  empregaram  milhares  de  índios  aldeados para combaterem as rebeliões dos Tupinambá (PuNtoNi, 2002).No  século  XVII,  inicialmente,  as  “guerras  do  recôncavo”  foram marcadas  pelas  invasões  dos  índios  “Tapuios”  a  vilas  e  a  engenhos, entre  1612  e  1621  (PuNtoNi,  2002).  Os  combates  contra  os  “Tapuios” envolveram  um  grande  contingente  de  índios  aldeados,  inclusive  antigos “Tapuios”  como  os  índios  Aimoré,  que  estavam  aliados  a  soldados  e  a bandeirantes  paulistas  (PomPa,  2003).  Durante  os  combates,  havia  deslocamentos  de  populações  em  conflito,  intensa  mobilidade  e  unificação de grupos em aldeamentos estimulada por jesuítas. Entre  1651  e  1656,  os  “Tapuios”  continuaram  atacando  as  vilas  do Recôncavo,  estabelecendo  a  partir  de  1657  três  momentos  reconhecidos pelos historiadores nessa guerra: a)  A Guerra de Orobó (1657-1659) b)  A Guerra do Aporá (1669-1673) c)  As guerras no São Francisco (1674-1679) (PuNtoNi, 2002) Na  guerra  do  Orobó,  os  índios  Payayá  já  aldeados,  localizados  então  no  norte  da  Bahia  e  atualmente  extintos,  foram  requisitados  pelos portugueses  para  combater  os  “Tapuios”  e  outros  índios  seus  inimigos, os  Topin,  hoje  extintos.  Tais  expedições  deviam  fazer  guerra  aos  “Tapuios”  “desbaratando-os  e  degolando-os  por  todos  os  meios  e  indústrias  que  no  ardil  militar  forem  possíveis”  (PuNtoNi,  2002:100).  Durante  os  conflitos,  grupos  locais  de  índios  Payayá  rebelaram-se  contra  os portugueses,  sendo  derrotados  e  “descidos”  para  aldeamentos  no  litoral (PuNtoNi, 2002). A  guerra  nos  campos  do  Aporá  foi  uma  “guerra  justa”  contra  os “Tapuios”  (índios  Topin  e  outros)  da  região  do  Aporá  (atual  Bahia). Essas  expedições  guerreiras,  contando  novamente  com  índios  Payayá, podiam  degolar  os  índios  que  resistissem  à  tropa,  e  escravizar  todos  os prisioneiros.  Essas  tropas  tinham  o  direito  de  repartir  as  terras  indígenas conquistadas (PuNtoNi, 2002). As  guerras  no  rio  São  Francisco  correspondem  à  revolta  inicial  de sete  aldeias  de  índios  Anaio  (“Tapuios”)  contra  os  “curraleiros”  (criadores  de  gado)  que  invadiram  suas  terras.  Os  portugueses  convocaram centenas  de  índios  Kariri,  flecheiros,  para  integrar  as  tropas  do  sertão. Centenas  de  índios,  já  rendidos  e  amarrados,  foram  trucidados  pelos portugueses (PomPa, 2003). Em  vários  momentos,  os  padres  missionários  (capuchinhos,  jesuítas) aliaram-se  aos  índios  no  decorrer  das  revoltas,  pois  freqüentemente  os índios  apenas  se  defendiam  de  ataques  de  moradores  (PuNtoNi,  2002; PomPa,  2003). A  Guerra  do  Açu,  principalmente  contra  os  índios  Tarairiú  (Janduí), resultou  das  mesmas  questões.  Nesse  confronto  revelou-se  a  complexidade  das  relações  que  os  índios  “Tapuios”  estabeleciam  com  os  regionais (vaqueiros, colonos etc.), desenvolvendo táticas de guerra singulares. Na  luta  contra  os  missionários  pelo  domínio  dos  índios  (escravização),  os  “curraleiros”  recorreram  às  bandeiras  paulistas  e  à  “guerra  justa”.  Enfrentaram  nesse  contexto  alguns  “principais”  indígenas,  como  o chefe  Canindé,  dos  índios  Janduí,  que  optaram  por  negociar  exaustivamente as condições da paz e da vassalagem exigida por Portugal. A “guerra  dos  bárbaros”  revelou  que  as  atitudes  indígenas  de  reação à  colonização  foram  complexas,  envolvendo  articulações  diversas  entre populações,  além  de  reelaborações  socioculturais,  como  a  que  permitiu a  associação  de  diversos  povos  contra  os  portugueses.  Da  mesma  forma, o  processo  de  territorialização  que  daí  surgiu  foi  decorrente  do  tratado de  paz  e  do  seu  descumprimento  pelos  colonizadores,  tornando  as  iniciativas  de  aldeamento  meramente  circunstanciais."

Fonte: OLIVEIRA e FREIRE, João Pacheco de, Carlos Augusto da Rocha.
A  Presença Indígena  na Formação do  Brasil. Ministério da Educação. Série vias dos saberes, n 02. LACED/Museu Nacional. 2006.
Continuar lendo... | comentários

Índios no Paraguassú: povo Payayá continua vivendo entre o recôncavo baiano e o rio São Francisco

domingo, 12 de maio de 2019

obra Payayá do artista Willian
As marcas do povo Payayá na bacia dos rios Paraguassú e Jacuype, entre o recôncavo e a Chapada Diamantina, são incontestáveis. Vários municípios baianos ainda possuem os vestígios vivos do povo Payayá, seja na sua história, na cultura (artesanato de barro, palha,...), na genética da população (fenótipo e genótipo), no vocabulário (como denominações de comunidades, rios, plantas, animais, ...), no conhecimento e cultivo de várias plantas,...

Do recôncavo baiano ao rio São Francisco, o povo Payayá continua vivo mas invisíveis através da desorganização, após, as matanças e perseguições dos brancos para roubarem as terras, os estupros feito por brancos e pretos e a mistura familiar. Uns descendentes esperam pela sorte na pobreza. Outros sabem que seu destino dependem da sua própria ação, já estão se organizando por vários municípios baianos. 


Os fragmentos do povo Payayá estão espalhados por vários municípios da Bahia como Nova Soure (nordeste baiano), Campo Formoso, Jacobina, Morro do Chapéu, Utynga, Ipecaetá, Anguera, Irará, Feira de Santana, Cachoeira, Antonio Cardoso, Santo Estevão,...

Na região do médio Paraguassú chama atenção os municípios de Antonio Cardoso (ex Jacuípe, depois Umburanas) e Santo Estevão. Ambos guardam relíquias ocultas do povo Payayá incontestáveis. Embora, muitos descendentes do povo Payayá na região e em vários municípios baianos, por se misturarem com pretos e brancos ou por ignorância das suas origens, não se reconhecem como herdeiros do sangue ancestral da região.

Payayá em Santo Estevão
Em Antonio Cardoso, a presença mais clara do povo Payayá se encontra na história e em algumas famílias descendentes. Na história do município de Antonio Cardoso, o Mons. Renato de Andrade Galvão relata  (clique aqui) nas "NOTAS SOBRE ANTONIO CARDOSO-BA" que "as terras do atual município de Antonio Cardoso, como todas as áreas banhadas pelo Rio Jacuípe, foram outrora povoadas pelos Índios Paiaiases. Viveram em lutas continuas e guerras de extermínio com os poderosos Maracazes que dominaram o vale do Paraguassú e as terras úmidas do Jequiriçá. Batidos pelos brancos foram recuando para as bandas de Saúde e Jacobina, legando o nome da tribo na toponimiade várias regiões, o que atesta dispersão." No município de Antonio Cardoso se encontra plantas frutíferas da região como caju, umbu, licuri, jenipapo,...



No entanto, sabe-se que os Payayás também são conhecidos por Maracanassus e maracá não trata de uma etnia mas o instrumento usado na dança do Thoré. Ainda todos os registros e pesquisas sobre os povos nativos foram feitos, há séculos, por brancos que para impor seu domínio trataram de modo preconceituoso e inferior. Como os brancos não dominaram todas as línguas dos povos nativos acabaram impondo o vocabulário de um povo a outro e muitas vezes fizeram registros equivocados de etnias ou deram nomes diferentes para mesma etnia com presença em regiões diferentes. Por isso devemos ter cautela nas pesquisas de antropólogos, historiadores,... e jamais considerar como donos da verdade.    


"O Toré é um ritual praticado pela quase totalidade dos povos indígenas do Nordeste.  É dançado ao ar livre por homens e mulheres que, aos pares, formam um grande círculo que gira em torno do centro. Cada par, ao acompanhar os movimentos, gira em torno de si próprio, pisando fortemente o solo, marcando o ritmo da dança, acompanhado por instrumentos como maracás, gaitas e pelo coro de vozes dos dançarinos. 
Distrito Payayá no município de Santo Estevão
Esse ritual é um elemento essencial na organização social e política dos povos indígenas do Nordeste, e constitui seu principal elemento de afirmação de uma identidade indígena, tanto internamente, como nas relações com a população local e com os órgãos oficiais (LAIGNEAU,  2006). - LAIGNEAU, Patrick. “Vamos lutar da forma que nós sabemos”:  estudo etnográfico sobre a participação de representantes indígenas nos comitês de bacias hidrográficas no Brasil - Os estudos do Comitê do Itajaí e do  Comitê  São  Francisco. 2006. 127 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) -  Universidade Federal do Rio Grande do Sul, [2006].

Já no município vizinho, Santo Estevão, destaca o distrito Payayá (que herda o nome do povo original que deixou vários descendentes no local) e algumas famílias descendentes. Chama atenção também o plantio de árvores frutíferas típicas da região como o caju, o licuri,... Também existe o time de futebol com o nome do distrito, provavelmente, é registrado na liga de futebol santoestevense.


No município de Nova Soure existe também um distrito com o nome Payayá. Alguns moradores que migraram para São Paulo criaram o time Paiaiá Futebol Club. Atualmente já é registrado na liga de futebol do município paulista de Santo Amaro. (Clique aqui). O face do time clique aqui.

No município baiano de Saúde existe uma comunidade com o nome da etnia. Vários outros municípios baianos possuem relatos da presença dos Payayás como Ouriçangas, Tapiramutá,...


Mercado do distrito Payayá de Nova Soure
Relato da presença do povo Payayá encontra-se além do estado da Bahia. No município de Cristinápolis, no estado de Sergipe, também existe denominadações de uma fazenda e uma comunidade com o nome da etnia. O site da prefeitura local relata "Atendendo o clamor popular da comunidade do Povoado Paiaiá" (clique aqui). Segundo o site do governo federal (clique aqui), existe "o imóvel rural denominado FAZENDA PAIAIÁ, com área de 467,0600ha (quatrocentos e sessenta e sete hectares e seis ares), situado no Município de Cristinápolis, Estado de Sergipe". Conforme a história do município (clique aqui), "Cristinápolis foi, durante muito tempo, um refúgio de indígenas fugidos da escravidão e das mortes praticadas pelos primeiros colonizadores do Brasil."

Distrito Payayá no município de Santo Estevão
Segundo artigo de Juvenal Teodoro Payayá, publicado em 06 de fevereiro de 2016, "O POVO INDIGENA PAYAYÁ de origem tupi, está localizado no estado da Bahia; teve seus primeiros contatos com o colonizador branco logo nos anos iniciais após as invasões Ibérica, a primeira data identificada é em 1531 na foz do Rio Paraguaçu, onde hoje estão as cidades de Cachoeira e São Felix expandido pelo sertão até próximo as barrancas do Rio São Francisco. São esparsas notas, porém, vivas por todos os 5 séculos, os escrivães coloniais sempre identificaram os Payayá e sempre no mesmo território, em parte deste território, até hoje, permanecem e vivem seus remanescentes. 


Alguns pesquisadores modernos seguem identificando este povo indígenas, ora escondendo das perseguições do branco, ora em luta renhida, ora acomodados, vivendo sua cultura no silêncio entre rios e matas e serras. 
Distrito Payayá no município de Santo Estevão
Os índios Payayá deixaram em diversas Cidades do Estado da Bahia marcas visível de sua existência e de sua cultura e labor, sua persistência e poder por séculos, sem deixar dúvidas, amenos que se duvide do óbvio, são montes, serras, cachoeiras, vilas, caminhos, e outras marcas com onde o nome Payayá não é por acaso. 



Presença Payayá em Feira de Santana
As principais ocorrências estão nas cidades de Cachoeira, Irará, Feira de Santana, Serra Preta, Santo Estevão, Nova Soure, Utinga, Tapiramutá, Jacobina, Saúde, Santa Terezinha, campo Formoso, Morro do Chapéu, Boa Vista do Topim e outras. Providencia fez que até em hinos as cidades louvassem este povo “desconhecido”, como é o caso de Tapiramutá: “Na flecha certeira do índio Paiaiá”!

Este povo durante mais de 500 anos vem subsistindo ao colonialismo, guerras, decretos de extermínio por parte de governos, doenças, mutilação cultural, supressão históricas, ataques acadêmicos por parte de setores reacionários; enfrentamento ao estatuto colonial e republicano, sem a proteção do SPI nem da FUNAI, mas não se rendem; ás vezes com vitórias esparsas, seu maior legado foi a vitória contra os bandeirantes paulistas na chamada “Guerra dos Bárbaros” de séc XVII. Antes mesmo do grande feito de Canudos por Antônio Conselheiro.


É evidente que a documentação histórico acadêmica despreza a oralidade, os Paayayá pode ser dito que são os índio genuinamente baianos. A linha do tempo nos mapa atuais precisam ser corrigidos, em poucas obras de grande valor tem feito justiça ao povo Payayá, como o mapa de Kurt Nimuendaju, a tese de doutorado de Pedro Puntone, a tese de mestrado de professor Sólon Natalício, todos na internet, estes não somente reconheceram a presença dos Payayá no território tradicional como, deixaram apagar a afixa e a marca no mapas do tempo. 


Presença Payayá em Anguera
Modernamente os Payayá, digo modernamente, meado do século XX, sofreu sua grande e maior dispersão, fruto da revolução industrial “rumo ao sul maravilha” e por pouco tempo abandonou seu grande legado que é o território tradicional. 
A reordenação porém , ocorreu antes de findar o século, um pequeno grupo não abandonou suas raízes e ouvindo o chamamento espírito-cultural através do som do maraká, se reagrupou e permanece em comunhão no seu território tradicional na Chapada Diamantina.


O povo Payayá sofreu grandes perseguições por mais de 500 anos, foram oprimidos pela ação, vitimados principalmente pelo processo da mineração na Chapada Diamantina a partir do sec.XVIII ao sec. XX, nas serras da jacobina como ouro e o diamante, o ouro continua a ser o fruto da cobiça do colonizador, hoje do capitalismo internacional.


Os Payayá tem sua principal localização na cidade de Utinga, Aldeya Payayá da Cabeceira do Rio, onde vivem de cultivar mudas nativas e artesanato, kauim e outras atividades. Pela exiguidade de seu território e as crise hídricas através das secas periódicas que abatem a região do Nordeste da Bahia, o povo Payayá sofre com a dispersão dos seus membros. São 70 famílias que periodicamente sofrem a dispersão pelo sabor das chuvas.


Biblioteca Nacional / Payayá em Jacobina
O povo Payayá luta para subsistir, a condição conjunta de sangue-espírito-cultura e fé é quem fortalece. Acreditamos que somente unidos pelas condições e em seu território tradicional o povo indígena não exterminará."


Rios Paraguassú, Curumatay e Jacuype continuam dominados por índios Payayás

Gameleira / Árvore sagrada para o povo Payayá

Matanças dos índios no recôncavo baiano / Bibliot. Nacional 
Destruição cultural e física dos índios /
Google















Continuar lendo... | comentários

Contas de Antônio Cardoso são aprovadas com ressalvas

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios, nesta quinta-feira (11/04), concederam provimento parcial ao pedido de reconsideração formulado pelo prefeito de Antônio Cardoso, Antônio Mário Rodrigues de Sousa, e reformaram decisão anterior de rejeição, para aprovação com ressalvas das contas relativas ao exercício de 2017. Contudo, o conselheiro Paolo Marconi, relator do parecer, manteve a multa imputada no voto original, no valor de R$4 mil, além do ressarcimento de R$ 5.486,24.
No recurso, o prefeito apresentou documentos que comprovaram o cumprimento das obrigações constitucionais, no que diz respeito a manutenção e desenvolvimento do ensino. No voto original, foi constatado um investimento de 24,17% da receita resultante de impostos e transferências, quando o mínimo exigido é de 25%. Todavia, durante o recurso, o gestor comprovou a aplicação de R$9.601.698,87 nos serviços de ensino, atingindo a porcentagem de 25,52%.
Para sanar as irregularidades referentes a possíveis pagamentos superiores e inferiores para os secretários municipais, o gestor apresentou Processos de Pagamento, Decretos de Nomeação e Exoneração, além de Leis Municipais relativos ao pagamento dos subsídios.
Cabe recurso da decisão.
Continuar lendo... | comentários

Incompetência das autoridades públicas contribui com o aumento de mortes de líderanças indígenas

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

"Ameaças ao Povo Tupinambá

Diante de tão veladas ameaças que vem sofrendo o povo indígena Tupinambá da Serra do Padeiro, cidades de Buerarema e Ilheus - Ba,  indo além da figura mais conhecida, seu Cacique Rosevaldo, o *Cacique Babau, o Mupoiba,  em nome dos povos indígenas da Bahia, vem  repudiar com  veemência a caricata máscara  social usada por uma fração da elite dominante que, apoderando-se do território Tupinambá e,  em seguida,  parcela do poder, agora enriquecidos com o fruto das terras Tupinambá, aproveitam-se para cultivar o crime contre esse povo. 

Suas  ameaças criminosas  trazem a convicção da impunidade,   acobertados por pactos políticos,   abandonam o caminho da vida em sociedade para,   dos porões do mais baixo subterrâneo da criminalidade, tornar-se servidor,  praticante do modelo  medievalesco, coronelato  do crime de vingança e do  mando. 

Nesses atos  fica justificando a justiça pelas próprias mãos. As ameaças  sofridas pelos familiares de Babau, seu pai, mãe, irmãos, filhos, constituem atos vis de   múltiplas  assinaturas, como no cangaço,  onde todos crimes  eram  identificados livremente. Aqui traz  assinatura dos que por séculos  vêm apoderando-se, completando-se com as terras Tupinambá. 

Os ameaçadores são  todos "cidadãos" de fácil identificação, muitos  com endereços no cartório ou na polícia,  conhecidos e conhecedores da justiça. Muitos já denunciados por diversas vezes. As terras Tupinambá sempre tiveram dono - o povo Tupinambá - que por  séculos estão na mesma  região. 

 Os que cobiçam suas terras,  esses sim, são invasores de terras alheias,  indígenas - devendo estar presos. Cabe ao Sr. ministro da justiça, Sergio Moro tomar imediatas providências, ele sabe que o ministério da Mulher, a  quem foi entregue a Funai não tem vocação de poder, vontade nem competência para enfrentar criminosos invasores de terras indígenas.

É necessário que a proteção dos familiares de Babau e do próprio Cacique, não seja um ato de força, mas a  determinação da justiça. Que os ameaçadores sejam punidos de imediato, que as autoridades sediciosas locais sejam temporariamente  destituídas das suas funções até que se apure seus crimes de prevaricação,  associação ao crime organizado e formação de quadrilha.

Que o Sr secretário de Justiça da Bahia tome as devidas providências para dar  segurança ao povo Tupinambá e em particular ao Cacique Babau e sua família. Assina  *Mupoiba* Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia.
Continuar lendo... | comentários

Índios Payayá recebem do estado da Bahia pedaço do seu território depois de 518 anos Espalhados

terça-feira, 8 de janeiro de 2019








Ações do Governo do Estado na Chapada Diamantina fortalecem comunidade indígena Payayá


Povo Payayá vive há 518 anos ESPALHADO sem um território definido. Existe relatos da presença do povo Payayá de Cachoeira, no recôncavo baiano, até a região da Chapada Diamantina e o rio São Francisco.

"Um grupo formado por representantes das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Justiça, Direitos Humanos, Desenvolvimento Social (SJDHDS) realizou, nesta sexta-feira (04), o ato de entrega oficial das terras cedidas pelo Governo do Estado aos indígenas da etnia Payayá, na Estação Experimental, localizada no município de Utinga, Território de Identidade Chapada Diamantina.


Continuar lendo... | comentários
 
© Copyright O JACUÍPE 2016 - Some rights reserved | Powered by Admin.
Template Design by S.S. | Published by Borneo and Theme4all